As palavras correm pra fora,
antes que seja possível
segurar,
ou pensar,
ou respirar.
Como uma torrente,
um fluxo incontrolável,
uma avalanche de tudo
e de nada
ao mesmo tempo.
É um vazio
disfarçado de excesso,
uma sede
disfarçada de afogamento,
uma fuga
disfarçada de abraço.
É colocar pra fora
aquilo que o coração grita,
mas que a garganta cala.
É libertar aquilo que te faz prisioneiro,
na vã esperança que isso só
vá embora
e te deixe ser.
Ou não ser.
Ou decidir
se você quer ser
ou não.
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