terça-feira, 2 de agosto de 2016

-r Abschied (-e)

Típico de mim, sofrer por antecipação. Tão clichê, a dor e o choque de perceber que aquilo que você vinha negando ferozmente pra si mesma uma hora chega, independente da sua vontade. Mais uma vez, e sempre, as mesmas perguntas: "mas o que será de mim?", "mas o que será de nós?", "mas o que será do mundo?". Como se alguém soubesse as respostas. Como se fosse mudar alguma coisa sabê-las. A teimosia inerente ao ser humano ainda daria vontade de tentar, porque afinal, quem sabe, pode ser que seja tudo diferente. Pode ser que dessa vez seja o certo. E aí? 

E aí, hora de virar pro lado certo o mundo que estava de cabeça pra baixo. Hora de tirar a poeira dos relacionamentos passados, dos sorrisos passados. Tirar eles do fundo do coração pra dar lugar pras novas saudades. E guardar essas até que venham as novas. Como se desfazer?

É doloroso perceber que a vida, no final das contas, nada mais é que um conjunto de chegadas e partidas, de encontros e despedidas. E aqueles momentos pelo meio, que dão o significado, o sabor amargo e o sorriso torto de dizer:

"Então tá, até algum dia, a gente se fala, a gente se vê."